
O MDB permitiu o apoio de seus filiados tanto para o candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT), quanto para o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. Em nota, o partido afirma que cobrará do vencedor a “defesa intransigente da Constituição de 1988 e do Estado Democrático de Direito”.
Simone Tebet, candidata do partido à presidência – dividido entre lideranças de estados que defendem a adesão imediata ao petista e políticos que declararam voto em Bolsonaro -, deve anunciar seu voto em Lula, mas a forma de apoio dependerá da incorporação de suas propostas no programa do governo do ex-presidente.
A nota do MDB destaca a campanha de Tebet e um projeto “independente e equilibrado, fora da polarização”, que reforça o seu papel como “liderança nacional”, defendendo as posições do partido.
Leia o documento na íntegra:
“O MDB é o maior e mais democrático partido do País, o único com presença em quase todos os municípios. Tem convicções claras a favor da Liberdade, da Democracia e da Soberania do povo brasileiro, exercida por meio do voto direto. Nesta eleição geral, apresentamos um projeto independente e equilibrado, fora da polarização, brilhantemente liderado por nossa candidata Simone Tebet. Não há a menor dúvida de que ela se consolidou como uma liderança nacional.
Nos Estados, reelegemos os governadores do Pará e do Distrito Federal, em primeiro turno. E vamos disputar o segundo turno no Amazonas e em Alagoas. Aumentamos nossa bancada na Câmara e mantivemos uma grande bancada no Senado.
Nas últimas 48 horas, dirigentes, congressistas, governadores e prefeitos externaram sua posição em relação à disputa nacional em segundo turno. Por ampla maioria, o MDB decidiu dar liberdade para que cada um se manifeste conforme sua consciência.
Em qualquer cenário, o MDB deixa claro que cobrará do vencedor o respeito ao voto popular, ao processo eleitoral como um todo e, sobretudo, a defesa intransigente da Constituição de 1988 e do Estado Democrático de Direito.”
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