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A prefeitura do Recife anunciou a implantação do sistema de rodízio de veículos e nesta quinta-feira será votada pela Câmara Municipal. Com a maioria absoluta que a PCR possui naquela Casa Legislativa, é óbvio que o projeto será aprovado.
Existe uma movimentação, legítima diga-se de passagem, do vereador Raul Jungmann de questionar o sistema de rodízio. Porém, alguma coisa precisa ser feita e inicialmente a restrição de veículos é sem sombra de dúvidas a melhor alternativa.
Isso não pode ser uma ação isolada. Para ter eficácia precisa que o sistema de transporte público seja atrativo para os cidadãos. Ou seja, o dono de um automóvel precisa ter conforto e rapidez no transporte.
Os órgãos públicos não podem exclusivamente punir o proprietário de veículo e deixar que ele fique ao léu. Uma das saídas imediatas seria a ampliação da frota dos conhecidos “geladinhos”. No Recife apenas o Aeroporto (042) e em Jaboatão o Candeias (072), as outras linhas são Recife/Porto de Galinhas e Gaibu/Barra de Jangada.
Esses geladinhos têm uma finalidade interessante porque param em qualquer lugar e levam os passageiros ao Centro do Recife com certa agilidade, dependendo da situação do trânsito.
Estava lendo sobre o tema e vi a sugestão de algumas linhas, como por exemplo na Zona Norte Dois Irmãos via Casa Forte e Aflitos. Zona Oeste Jardim São Paulo via San Martin, Zona Sul Aeroporto via Mascarenhas de Morais e Na RMR Ilha de Itamaracá/Recife via Igarassu.
Se esta frota fosse triplicada e as novas linhas fossem implantadas, as pessoas teriam mais opções para aderir ao rodízio de veículos que será implantado no Recife.
Além disso, obviamente precisamos que projetos como VLT, BRT e outros saiam rapidamente do papel. Senão a cidade vai dar um nó. O que não pode em hipótese alguma é ficar do jeito que está.
Barra de Jangada e pessimamente servida de onibus, principalmente Nova Barra. O acesso ao terminal de ônibus é extremamente perigoso. Seriam necessárias ao menos duas paradas a mais até as duas Torres, Maria Isadora, e Maria Isabela, pra evitar assaltos. Quem manda lá, são … O cidadão de bem sequer é ouvido pelas empresas. Transferem essa comunicação, pras entidades “representantes” o cidadão nunca.