
Em parceria com a Secretaria de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional (Seplag-PE), o Ministério do Planejamento e Orçamento realizou, nesta sexta-feira (4), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, o evento “Diálogos para construção da Estratégia Brasil 2050”, que faz parte de um conjunto de iniciativas que tem o objetivo de construir um plano nacional de longo prazo junto com os estados e municípios, esses últimos por meio das entidades municipalistas. Na agenda, o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, destacou os avanços do Governo de Pernambuco que podem contribuir com esse processo.
“O trabalho tem sido feito para preparar Pernambuco para o futuro. Tivemos um desafio muito grande da reestruturação fiscal no início do governo. Aprovamos reformas importantes no final de 2023 que garantiram uma situação fiscal mais favorável para sonhar com o futuro. No ano de 2024, como prova disso, já retomamos a capacidade de conseguir empréstimos com a garantia da União. Ainda no ano passado, Pernambuco teve o maior nível de investimento dos últimos 10 anos e, em 2025, nós vamos ter com toda a certeza o maior nível de investimento da história do Estado. Dentro desse planejamento, o governo lançou vários programas importantes, como o Juntos pela Educação, que tem ações prioritárias sendo executadas, o Inova PE, que tem incentivo à ciência e tecnologia para reter profissionais de áreas importantes no Estado, tem o Qualifica PE, uma marca de qualificação profissional com muito foco na questão de gênero. Então, é uma série de boas práticas que podem ser replicadas e ajudar nessa construção da Estratégia Brasil 2050”, disse o secretário Fabrício Marques, que é também presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais do Planejamento (Conseplan).

A secretária nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento, Virgínia de Ângelis, ressaltou as experiências de sucesso no mundo em relação a planos de longo prazo e o trabalho de análise situacional e retrospectiva como ponto de partida para essa construção, citando como exemplos de ativos do país o agronegócio moderno e competitivo e o Sistema Único de Saúde (SUS). Na lista dos grandes desafios, a secretária nacional de Planejamento mencionou as desigualdades regionais, as mudanças climáticas e seus impactos econômicos potenciais, o aumento da produtividade da mão de obra e da renda per capita.
“O que a gente busca com a construção da Estratégia Brasil 2050 não é traçar um simples ideal de país para 2050. O que nós queremos trazer é uma rota de orientação para que em cada decisão que tomamos no presente, o futuro seja efetivamente considerado. Esse planejamento de longo prazo já é utilizado em países desenvolvidos e em países que se desenvolveram muito ao longo dos anos, como a China, a Coréia do Sul e a Índia, que têm transformado as suas realidades a partir de um planejamento estratégico de longo prazo muito pragmático. A gente vem buscando integrar os planejamentos estratégicos de longo prazo dos estados com os principais objetivos que buscam ser alcançados. Precisamos ter planejamentos que nos levem enquanto nação a um futuro melhor, mais justo, mais inclusivo, em que todas as pessoas possam viver com dignidade e desfrutar de bem-estar”, afirmou a secretária nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis.
Dentro da Estratégia Brasil 2050, está aberta a consulta pública “Que Brasil queremos nos próximos 25 anos?”, que pode ser acessada no link tinyurl.com/4zs6myte. A iniciativa tem o objetivo de colher as visões da população e entender as suas expectativas sobre o futuro do país.
No “Diálogos para construção da Estratégia Brasil 2050”, houve a realização de oito painéis, mediados pelo economista Sérgio Buarque. Neles, foram debatidas as potencialidades do Estado, a importância da pesquisa qualificada que vem das universidades públicas, o desenvolvimento sustentável que precisa levar em consideração as pessoas e o território onde elas vivem e o desafio das desigualdades regionais.
Entre os painelistas, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), professor Alfredo Gomes, a reitora da Universidade de Pernambuco (UPE), professora Socorro Cavalcanti, a presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Márcia Angela Aguiar, a economista Tânia Bacelar, a representante do Quilombo de Mercês Bernadete Lopes, a ativista indígena, integrante da Rede Reimaginando Futuros e conselheira jovem do Unicef Brasil Maria Alice, o empresário Marcos Roberto Dubeux e Cláudio Nascimento, da Rede Brasileira de Cidades Humanas, Inteligentes, Criativas e Sustentáveis.
O evento também contou no palco com a presença do secretário da Assessoria Especial à Governadora e Relações Internacionais, João Sales, da presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), Ingrid Zanella, e do superintendente do Banco do Nordeste (BNB) em Pernambuco, Hugo Queiroz.
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