Em debate promovido pelo Colégio NAP, na manhã desta sexta-feira, o candidato do PSDB a prefeito do Recife, Daniel Coelho, respondeu a inúmeras questões formuladas pelos alunos da instituição e saiu do evento ovacionado pela garotada. Ao longo de cerca de uma hora e meia, Daniel falou sobre o porquê de ter entrado na vida pública e também sobre outras questões como sustentabilidade, os problemas do Recife e as razões de ter mudado de partido, entre outras questões.
Em suas respostas, Daniel lembrou que seu programa de governo não foi construído de uma hora para outra, mas “ao longo dos quase dez anos de vida pública, através de conversas, audiências públicas e discussões com a sociedade ao longo dos mandatos de vereador e deputado estadual”.
Afirmou ainda que, sobre a questão das ciclovias – outra pergunta dos alunos – “é necessário que se tenha uma visão global” a respeito do assunto. “Não se pode olhar as ciclovias de maneira isolada. É necessário integrar a cidade e não fazer ciclovias em apenas um trecho, como no binário na zona norte, pois ninguém mora e trabalha na mesma rua”.
Em uma das perguntas, os alunos questionaram por que Daniel havia deixado sua antiga legenda, o PV, e por que continuava usando verde. “Entrei na política há quase dez anos defendendo causas ambientais e filiado ao PV. Na época me perguntavam quem é que iria eleger alguém que falava de meio ambiente. Fui o primeiro vereador do PV eleito no Recife, fui reeleito em 2008 e em 2010 fui eleito deputado estadual, quando fiz um compromisso público de que teria um mandato independente, criticando o governo quando tivesse que ser criticado. Quando passou a eleição, o PV decidiu passar para o governo. Eu fui contra, briguei muito e, quando percebi que pessoas como Marina Silva estavam deixando o partido, vi que era hora de mudar também, para poder continuar defendendo minhas ideias. Mudei de partido para continuar usando o verde. Se eu não tivesse mudado, seria mais um usando amarelo, balançando a cabeça e dizendo ‘sim senhor’ para os donos do poder”, concluiu, sob inúmeros aplausos por parte dos presentes.
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