
Tarcísio e o dilema de 2026: romper a polarização ou esperar?
A eleição presidencial de 2026 ainda está longe, mas os bastidores já se movimentam, e o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, desponta como o nome mais competitivo para romper a polarização entre lulismo e bolsonarismo. Sua boa gestão no estado mais rico do país e sua capacidade de dialogar tanto com setores bolsonaristas quanto com o eleitorado moderado fazem dele uma alternativa real ao embate que tem marcado a política nacional nos últimos anos.
O cenário para Lula é desafiador. Apesar de ocupar a Presidência pela terceira vez, ele enfrenta altos índices de rejeição e um governo que não empolga a população. A economia não decola, e sua base de apoio é instável, o que fragiliza seu projeto de poder. O petista ainda não definiu se disputará a reeleição, mas, caso não consiga viabilizar sua candidatura, o caminho pode ficar aberto para uma nova liderança ocupar esse espaço.
Diante desse quadro, Tarcísio precisa decidir qual caminho seguir. Se disputar a reeleição em São Paulo, terá a segurança de um segundo mandato praticamente encaminhado, consolidando-se como o principal líder da direita no estado. No entanto, caso Lula não concorra ou não tenha um nome forte para sua sucessão, o governador pode perder a chance de ser protagonista em um cenário eleitoral mais favorável para ele.
Por outro lado, disputar a Presidência significa abrir mão do governo paulista e enfrentar uma eleição nacional complexa e imprevisível. Se vencer, se tornará uma nova referência política no Brasil. Se perder, ficará sem mandato e sem a estrutura que hoje o impulsiona.
A decisão de Tarcísio passa por uma análise fria do cenário. A fragilidade do governo Lula pode ser um incentivo para sua candidatura, mas ele também pode preferir aguardar e se fortalecer ainda mais para 2030. O tempo joga a seu favor, mas perder o momento certo pode custar caro.
Medidas drásticas – O presidente Lula (PT) afirmou que não descarta medidas mais drásticas para conter a alta dos preços dos alimentos, destacando sua preocupação com produtos como carne, café e ovos. Durante evento em Minas Gerais, Lula mencionou ações já anunciadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, como a isenção da tarifa de importação para alguns itens, e criticou a disparada no preço do ovo, ironizando que as galinhas não estão cobrando mais caro. O presidente defendeu uma solução pacífica para o problema, mas indicou que o governo poderá intervir caso os preços continuem elevados.
Presidente – O senador Humberto Costa (PT) foi escolhido para assumir interinamente a presidência do PT, com a missão de pacificar a corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), ala majoritária do partido. A decisão, monitorada de perto por Lula, ocorre em meio a uma disputa interna pelo comando definitivo da legenda, com o grupo da futura ministra Gleisi Hoffmann tentando manter influência e aliados do ex-prefeito Edinho Silva buscando consolidá-lo como próximo presidente do partido. O desfecho dessa disputa será determinante para os rumos do PT e os preparativos para a eleição presidencial de 2026.
Cearense – O ex-governador Paulo Câmara tornou-se uma unanimidade na presidência do Banco do Nordeste, que é sediado em Fortaleza e há muitos anos tinha presidentes do Ceará. Passados dois anos à frente da instituição, os próprios cearenses querem que ele vire cidadão de lá, devido a forma correta, conciliadora e estratégica como vem conduzindo o BNB.
Alepe – A Assembleia Legislativa realizará, na próxima terça-feira (11), às 14h30, a eleição secreta para 4º secretário da Mesa Diretora, ouvidor-geral e membros da Comissão de Ética. A vaga de 4º secretário ficou aberta após a eleição do deputado Coronel Alberto Feitosa para a presidência da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça. As inscrições para os cargos estarão abertas na segunda-feira (10) e se encerram na terça, às 12h30, com o formulário disponível na Secretaria Geral da Mesa Diretora.
Inocente quer saber – Tarcísio disputará o Planalto já em 2026?