
Narrativa da esquerda começa a se esvaziar
A narrativa de tentativa de golpe, usada pelo governo Lula para relembrar os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, parece estar perdendo força. Isso ocorre em um contexto de crescente fragilidade do governo, que enfrenta desafios políticos e econômicos, e diante da postura dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que deixam claro não quererem se associar à agenda petista.
Rodrigo Pacheco, em nota divulgada ontem, informou que está em viagem internacional “programada anteriormente” e, por isso, não comparecerá às cerimônias em Brasília. No lugar dele, o vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), representará a Casa. Já a assessoria de Arthur Lira afirmou que o presidente da Câmara não participará do evento – uma postura que não surpreende, já que ele também esteve ausente das cerimônias que marcaram o primeiro aniversário dos atos golpistas.
Além disso, outro fator que enfraquece a narrativa governista é o cenário internacional. Em paralelo, a narrativa de invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, nos Estados Unidos, também perdeu força com a volta de Donald Trump à Casa Branca. Esse desdobramento vem reduzindo o poderio da narrativa da esquerda em escala global, e as repercussões não devem demorar a se refletir no Brasil. [Ler mais …]