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O Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco dá seu primeiro passo dentro do cenário eleitoral. Nesta sexta feira (11), um ato de filiação em massa ao Partido dos Trabalhadores (PT), no Armazém do Campo do Recife, marca oficialmente a entrada do MST na campanha eleitoral de 2022, apoiando Lula e tendo Rosa Amorim como pré-candidata a uma das vagas da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
Rosa tem 25 anos, é negra, lésbica e militante do MST desde a época que era Sem Terrinha. Seus pais, Jaime Amorim e Rubneuza Leandro, dirigentes do MST em Pernambuco, são assentados da reforma agrária em Normandia, em Caruaru, Agreste pernambucano. Sempre inserida na militância, a pré-candidata vem do movimento estudantil, é militante do Levante Popular da Juventude e hoje compõe a diretoria de Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE).
“Nesse processo eleitoral, disputando uma vaga na Assembleia legislativa de Pernambuco, pretendemos não só representar o MST, mas toda a diversidade do povo pernambucano. É uma candidatura do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem Terra, mas também das mulheres, dos estudantes, negras e negros, da comunidade LGBTQIA+, dos indígenas, quilombolas. É de todas, todos e todes, com o objetivo de derrubar o governo Bolsonaro e eleger Lula presidente”, afirma a pré-candidata.
Para Paulo Mansan, dirigente do MST em Pernambuco, Rosa é uma candidata que expressa bem a relação entre campo e cidade. “Ela é filha da luta pela Reforma Agrária, faz parte de uma primeira geração de assentados que nascem já dentro da área conquistada. Além disso, ela traz consigo a luta estudantil, das mulheres negras, da população LGBTQIA+, sem contar em todo o trabalho que vem construindo, junto à Campanha Mãos Solidárias, para a solidariedade e o cuidado com a terra”, pontua.
Na mesma noite, militantes do MST também se filiarão ao PT. Jaime Amorim, pai de Rosa e importante nome dentro do Movimento também se filiará ao Partido dos Trabalhadores. “É necessário que nossa militância dispute em todos os espaços. A política partidária é um espaço importante para que possamos impedir que a extrema direita reacionária possa continuar destruindo aquilo que o povo conquistou historicamente. As conquistas sociais que tivemos ao longo dos anos e perdemos no governo Bolsonaro só podem ser recuperadas se o povo estiver mobilizado”, afirma.
No contexto eleitoral deste ano, segundo Paulo Mansan, é preciso apostar em nomes que estejam em defesa do povo. “A eleição de 2022 assume contornos de uma batalha contra o fascismo. Por isso, o MST, nesse momento da história, coloca uma centralidade nessa luta eleitoral e na eleição de parlamentares de luta que estejam em defesa do povo brasileiro. Inclusive, filiando figuras importantes e colocando o nome da companheira Rosa Amorim a serviço da sociedade pernambucana”.
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