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O ano de 2025 começou com turbulências políticas em São José do Egito, sertão de Pernambuco. O líder da oposição na Câmara Municipal, Albérico Tiago, apresentou graves acusações contra a gestão do prefeito Fredson Brito, que, se confirmadas, podem desencadear um dos maiores escândalos políticos do estado neste ciclo.
Entre as denúncias, destacam-se contratos suspeitos que somam cifras milionárias. Albérico aponta que uma suposta empresa de fachada teria firmado acordos superiores a R$ 300 mil com a prefeitura, enquanto serviços advocatícios contratados em Recife ultrapassariam o mesmo valor, levantando suspeitas de superfaturamento. Além disso, a cidade está em alvoroço com rumores de que um funcionário, supostamente vindo da Paraíba, circula em um carro blindado avaliado em quase R$ 1 milhão, algo incomum para a realidade local.
O impacto das acusações ganha contornos ainda mais dramáticos devido ao histórico político entre Albérico Tiago e Fredson Brito. Até pouco tempo, o vereador era um dos principais aliados do prefeito e teve participação ativa na campanha que o elegeu. Essa ruptura amplifica o peso das denúncias e fragiliza a gestão, que já enfrenta questionamentos no início de seu mandato.
Albérico declarou que oficiará o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para investigar as supostas irregularidades. Caso as acusações avancem, o desgaste político pode ser apenas o começo dos problemas para o atual gestor.
Para Fredson Brito, o desafio será dar respostas claras e embasadas às acusações. Qualquer postura evasiva pode ampliar a crise e consolidar um cenário de instabilidade política e administrativa em São José do Egito.
Com a cidade sob os holofotes, o desfecho desse caso pode transformar o município em símbolo de como disputas políticas podem rapidamente evoluir para investigações judiciais e crises institucionais. Resta agora aguardar o avanço das apurações e as medidas adotadas pelo Ministério Público.
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