Blog Edmar Lyra

O blog da política de Pernambuco

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Postado por Estefane Hermano às 16:53 pm do dia 19 de abril de 2026

Sertão e Agreste de Pernambuco recebem R$ 82,2 milhões para modernização de aeroportos regionais

Foto: Divulgação

O Sertão e o Agreste pernambucanos iniciam uma nova fase na conectividade aérea. Neste final de semana, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, realizou visitas técnicas aos aeroportos de Araripina, Serra Talhada e Garanhuns para reafirmar e detalhar junto aos prefeitos os investimentos de modernização desses terminais. Ao todo, as três unidades receberão um aporte de R$ 82,2 milhões para melhorias em pistas, pátios e terminais de passageiros.

A iniciativa é viabilizada pelo programa federal AmpliAR, que integrou esses ativos ao contrato de concessão da GRU Airport, responsável pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. Em Araripina, onde o investimento será de R$ 19,6 milhões, o foco é o fortalecimento do polo gesseiro. O prefeito Evilásio Mateus (PDT) destacou o impacto da medida: “Este aeroporto é o sonho de uma gestão moderna para Araripina. Para nós, que temos uma gestão voltada para o crescimento, a modernização chega para resgatar a esperança e somar muito com esse projeto”, afirmou.

Já em Serra Talhada, cidade estratégica para o Sertão do Pajeú, o aporte previsto é de R$ 40,5 milhões para adequar o terminal ao recebimento de aeronaves de maior porte. Para a prefeita Márcia Conrado (PT), o ganho é regional. “A gente vai melhorar a forma de atender todas as pessoas que vêm para toda a região. Quando a gente encurta distâncias, a gente aumenta desenvolvimento e oportunidades. É isso que o aeroporto tem sido aqui”, celebrou a gestora.

No Agreste, o Aeroporto de Garanhuns contará com R$ 22,1 milhões para elevar os padrões de segurança e eficiência. O prefeito Sivaldo Albino (PSB) pontuou que o investimento abre portas para novos negócios: “Agora, vamos conseguir dar a oportunidade para grandes empreendimentos e trazer mais eventos. Vamos poder realmente avançar mais no crescimento e progresso da cidade e do Agreste”.

O ministro Tomé Franca reforçou que a interiorização do desenvolvimento é a prioridade da atual política de aviação tocada pelo governo do presidente Lula. “A aviação regional é fundamental para o turismo, a economia e o desenvolvimento da nação. Estamos levando mais infraestrutura para cidades estratégicas. Aeroportos modernos e bem geridos alavancam não só uma cidade: são vetores de desenvolvimento econômico e social para regiões importantes como o Sertão e o Agreste pernambucanos”, declarou Franca.

O que é o programa AmpliAR

O Programa de Investimento Privado em Aeroportos Regionais (AmpliAR) é uma estratégia inovadora do Ministério de Portos e Aeroportos para superar o déficit histórico de investimentos em terminais de cidades do interior do país. O modelo consiste em vincular aeroportos regionais a contratos de concessão de grandes hubs já consolidados.

Os aeroportos de Araripina, Serra Talhada e Garanhuns foram arrematados na primeira rodada do programa, em leilão ocorrido em novembro do ano passado. Ao serem incorporados à gestão da GRU Airport, esses terminais garantem escala e eficiência operacional, assegurando que o padrão de serviço de grandes aeroportos internacionais chegue às cidades pernambucanas, facilitando o escoamento da produção, a abertura de novos negócios e o acesso a destinos turísticos.

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Postado por Estefane Hermano às 16:51 pm do dia 19 de abril de 2026

Débora Almeida vistoria novo IML de Garanhuns e reforça cobrança por rapidez na entrega

Foto: Matheus Augusto

Mantendo uma agenda ativa e estratégica de fiscalização das obras estruturadoras do Governo de Pernambuco, a deputada estadual Débora Almeida (PSD), segue acompanhando de perto investimentos essenciais para o desenvolvimento do estado. Após vistoriar trechos da Adutora do Agreste, rodovias em recuperação, além de creches e unidades de saúde em construção nessa região, a parlamentar esteve, na manhã do último sábado (18), em Garanhuns, verificando o andamento das obras do novo Complexo da Polícia Científica (CPC).

A iniciativa, que contempla a instalação do IML e do Instituto de Criminalística (IC), representa um investimento de cerca de R$ 5 milhões e se consolida como um importante reforço para a segurança pública do Agreste Meridional. Situado na PE-177, nas proximidades da 5ª CIRETRAN, o equipamento está sendo estruturado para oferecer serviços modernos e especializados, com recursos tecnológicos voltados à necropsia e aos laboratórios de balística e biologia forense.

Durante a agenda, Débora Almeida acompanhou de forma detalhada o estágio das obras e manteve diálogo direto com os órgãos estaduais responsáveis, cobrando maior agilidade na execução do projeto, reafirmando seu compromisso com a entrega de ações concretas à população. Após a visita, a parlamentar — que consolida sua trajetória rumo à reeleição — registrou a fiscalização em vídeo e divulgou em suas redes sociais, destacando os avanços e a importância do equipamento para Garanhuns e toda a região.

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Postado por Estefane Hermano às 14:29 pm do dia 19 de abril de 2026

Sob suspeita de nepotismo, prefeita de Nazaré da Mata é pressionada pelo MPPE

Foto: Divulgação

Uma recomendação do Ministério Público de Pernambuco colocou sob pressão a gestão da prefeita de Nazaré da Mata, Aninha da Ferbom (PSD). De acordo com informações publicadas pelo Diario de Pernambuco, o órgão ministerial recomendou a exoneração de parentes nomeados para cargos na administração municipal.

O documento, assinado pelo promotor Rodrigo Amorim da Silva Santos no último dia 9 de abril, aponta que a recomendação é resultado de denúncias encaminhadas à ouvidoria. Segundo o MPPE, há indícios de utilização da máquina pública para favorecimento de um núcleo familiar e de aliados políticos.

Entre os nomes citados estão o marido da prefeita, Washington Dario das Silva Morais, atual secretário de Cultura, além da filha, Júlia Andrade Lima Vasconcelos Coutinho, que ocupa a Secretaria de Transportes. A lista inclui ainda primos, sobrinhas e outros parentes em cargos comissionados e funções estratégicas da gestão municipal, além de vínculos com familiares de outros agentes políticos do município.

O MPPE fundamenta a recomendação na Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a nomeação de parentes até o terceiro grau para cargos de direção, chefia ou assessoramento na administração pública. Com base nesse entendimento, o órgão orienta a exoneração imediata dos casos considerados irregulares, além da revisão de contratos com empresas terceirizadas que eventualmente empreguem parentes de agentes públicos.

A promotoria também recomenda a realização de uma auditoria interna na folha de pagamento e nos quadros de pessoal da prefeitura, com o objetivo de identificar possíveis vínculos de parentesco não declarados. Outro ponto destacado é a exigência de que os servidores citados apresentem, em até cinco dias, declaração formal informando a existência, ou não, de relação familiar com autoridades municipais.

Além disso, o MPPE cobra que a gestão comprove a qualificação técnica dos nomeados para cargos de natureza política, sob risco de caracterização de desvio de finalidade. Caso as recomendações não sejam cumpridas no prazo de dez dias, o órgão poderá adotar medidas judiciais, incluindo o ajuizamento de ação civil pública por improbidade administrativa.

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Postado por Estefane Hermano às 19:00 pm do dia 18 de abril de 2026

Joãozinho Tenório celebra autorização para licitação da restauração da PE-120

Foto: Divulgação

O deputado estadual Joãozinho Tenório comemorou a autorização do Governo de Pernambuco para abertura da licitação que vai garantir a restauração da PE-120. A assinatura ocorreu na última sexta-feira (17), marcando um passo importante para a melhoria da infraestrutura viária na Mata Sul e no Agreste do Estado.

A obra contempla o trecho que vai do entroncamento com a PE-126 até a BR-104, no município de Agrestina, somando 42 quilômetros de extensão. Com investimento previsto de R$ 120 milhões, a intervenção integra o programa PE na Estrada e deve beneficiar diretamente mais de 250 mil pessoas.

Presente na assinatura, Joãozinho Tenório destacou a importância da iniciativa para o desenvolvimento regional. “Estive acompanhando de perto esse momento tão importante, que garante o avanço de uma obra muito esperada pela população. A restauração da PE-120 representa mais segurança, melhor mobilidade e desenvolvimento para toda a nossa região”, afirmou.

O parlamentar também fez questão de reconhecer o trabalho do Governo do Estado. “A governadora Raquel Lyra tem mostrado compromisso com Pernambuco, tirando obras do papel e olhando para quem mais precisa. Essa é uma ação que chega para transformar a realidade de muita gente”, destacou.

Joãozinho Tenório ainda ressaltou o impacto econômico da obra, especialmente para os municípios que dependem da rodovia para o escoamento da produção e deslocamento diário. “Essa estrada é fundamental para a nossa economia. Com a requalificação, vamos melhorar as condições de tráfego e fortalecer ainda mais a integração entre a Mata Sul e o Agreste”, concluiu.

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Postado por Estefane Hermano às 18:36 pm do dia 18 de abril de 2026

Em Itamaracá, César Ramos segue fortalecendo sua base política recebendo mais apoio

 

Foto: Wesley Laurentino

O encontro aconteceu neste sábado (18) no Restaurante Sol e Mar na Ilha de Itamaracá e contou com a presença de lideranças de destaque. O pré-candidato César Ramos recebeu o convite de Maria das Graças e Mazé, que reafirmaram compromisso com o projeto político.

Durante o almoço , também foi discutido o trabalho de Álvaro José, reconhecido por sua atuação com jovens e por liderar o time de futebol Dragão. No diálogo, foram identificadas demandas e necessidades de apoio para ampliar as ações voltadas à juventude.

César destacou que Álvaro já desempenha um papel fundamental e respeitado na ilha . “ Nossa luta é pela inclusão dos jovens por meio do esporte e atividades educativas “, frisou César.

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Postado por Estefane Hermano às 18:35 pm do dia 18 de abril de 2026

Tecio Teles anuncia pré-candidatura a deputado estadual e se apresenta como alternativa da direita em Pernambuco

Foto: Gabriel Agra

Advogado e presidente estadual do Novo defende gestão eficiente, menos polarização e foco em soluções práticas

Recife, 18 de abril de 2026 — O advogado Tecio Teles anunciou, neste sábado (18), por meio das redes sociais, sua pré-candidatura a deputado estadual em Pernambuco. A iniciativa reforça o compromisso do pré-candidato com a renovação política e a construção de um novo caminho para o estado.

Com o posicionamento liberal na economia e conservador nos costumes, o pré-candidato defende um Estado mais enxuto e eficiente, com foco no fortalecimento do empreendedorismo e na geração de oportunidades de trabalho.

Entre os principais eixos de atuação estão a responsabilidade na gestão pública, a modernização administrativa e o estímulo ao desenvolvimento econômico. A proposta, segundo ele, é oferecer uma alternativa para eleitores que buscam menos polarização e mais resultados concretos.

“Pernambuco precisa avançar com equilíbrio, responsabilidade e foco em soluções reais. A população não aguenta mais promessas vazias nem disputas ideológicas que não resolvem os problemas do dia a dia”, afirmou.

Teles ganhou projeção ao disputar a Prefeitura do Recife nas eleições de 2024, quando sua chapa elegeu dois vereadores para a Câmara Municipal do Recife. A experiência ampliou sua visibilidade e fortaleceu sua conexão com o eleitorado pernambucano.

Atualmente, ele preside o Partido Novo em Pernambuco, posição a partir da qual tem articulado o fortalecimento da legenda no estado. O pré-candidato tem intensificado a agenda em diversas regiões do estado, com o objetivo de ouvir a população e construir um projeto político alinhado às necessidades locais.

“Nosso projeto em Pernambuco é sólido e está sendo construído com responsabilidade e planejamento. Temos trabalhado para montar chapas competitivas e comprometidas e acreditamos que é plenamente possível eleger dois deputados federais e três estaduais em 2026. Mais do que números, isso representa a oportunidade de ampliar uma atuação política séria, eficiente e voltada para resultados concretos para a população pernambucana.”

Perfil
Tecio Teles, 36 anos, é advogado, natural de Calumbi, no Sertão do Pajeú. É pós-graduado em Direito Administrativo e em Planejamento e Gestão Pública pela Universidade de Pernambuco (UPE). É casado e pai de 2 filhas.

Iniciou sua trajetória profissional como oficial do Exército Brasileiro, alcançando o posto de 1º tenente. Ao longo da carreira, foi secretário de Planejamento de Belo Jardim, coordenador-geral e diretor de Planejamento no Ministério da Educação, durante a gestão de Mendonça Filho, e chefe de gabinete da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause. Atualmente advogada no setor privado.

Assessoria de Comunicação – Partido Novo em Pernambuco

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Postado por Estefane Hermano às 18:00 pm do dia 18 de abril de 2026

O STF precisa ser substituído

Foto: Divulgação


O título é duro porque o tema exige dureza. Mas convém limpar o terreno antes que a histeria ocupe o lugar da razão: não se fala aqui de golpe, de intimidação do Judiciário ou de licença para aventureiros. Fala-se de reforma. Reforma constitucional, aberta, formal, debatida à luz do dia. Fala-se de dar nova forma ao topo do Poder Judiciário brasileiro, não de mutilá-lo.

O Brasil tem um vício antigo: confundir instituição com relíquia. Como se toda engrenagem constitucional, uma vez posta em funcionamento, ganhasse direito à eternidade. Não ganha. A separação dos Poderes é cláusula pétrea. O desenho atual do Supremo Tribunal Federal, não necessariamente. Esta distinção não é detalhe de rodapé; é o eixo inteiro do debate. O que a Constituição blinda é o núcleo da ordem republicana, não a fossilização de um arranjo específico, por mais solene que pareça ou por mais temido que tenha se tornado.

O ponto, portanto, não é abolir o controle de constitucionalidade, nem enfraquecer a magistratura, nem dissolver o Judiciário em névoa. O ponto é perguntar, com a seriedade que o país tem evitado: o modelo atual ainda serve bem ao Brasil? Ou passou a ser, ele mesmo, parte do problema?

A resposta honesta é amarga. O Supremo tornou-se uma instituição excessiva. Excessiva em poder, em exposição, em protagonismo, em competências, em centralidade política. Acumulou tarefas que não deveriam morar sob o mesmo teto. É, ao mesmo tempo, corte constitucional, instância recursal extraordinária, juiz de autoridades, árbitro federativo e palco recorrente das crises nacionais. O resultado foi o previsível: hipertrofia, personalização e desgaste.

Não é culpa apenas dos homens. É defeito do desenho.

O Brasil adotou um arranjo híbrido de controle de constitucionalidade e, em vez de alcançar equilíbrio, produziu uma anomalia. Entregou a um único órgão uma soma de funções grande demais para a serenidade republicana. O tribunal encarregado de guardar a Constituição passou a operar também como eixo simbólico das disputas do país. E toda instituição que concentra em si poder demais acaba, cedo ou tarde, concentrando também ressentimento demais, suspeita demais e expectativas demais.

Nada disso é saudável.

Tribunais constitucionais não devem viver como astros de uma arena nacional. Devem atuar como centros de contenção. O problema do Supremo brasileiro é que, em vez de conter o sistema, passou a ser tragado por ele e, não raro, a comandá-lo em excesso. Um tribunal que deveria ser o guardião da moldura converteu-se, muitas vezes, em protagonista do quadro inteiro.

É por isso que a ideia precisa ser dita sem ornamento: o STF, tal como existe, deve ser encerrado.

Encerrado não para que o país mergulhe na desordem, mas para que finalmente se dê forma adulta à jurisdição constitucional brasileira. A via para isso não é retórica inflamada nem expediente de ocasião. A via é a Proposta de Emenda à Constituição. Não há caminho digno fora dela. Se o problema é estrutural, a resposta precisa ser estrutural. Se a falha está na arquitetura, a reforma deve entrar pela porta principal, com quórum qualificado, debate público e texto claro.

E aqui é preciso abandonar a covardia verbal. Não se trata apenas de uma tese engenhosa, curiosa ou academicamente defensável. Trata-se de uma tese possível. Mais que isso: necessária.

Possível, porque a Constituição não canonizou o formato atual do Supremo como se tivesse descido pronto do Sinai. Necessária, porque o modelo vigente se revelou concentrador, confuso e politicamente corrosivo. Um país sério não deve aceitar como destino aquilo que já se tornou defeito de fabricação.

A reforma correta seria simples na ideia, ainda que complexa na execução: extinguir o atual STF e criar, em seu lugar, uma verdadeira Corte Constitucional.

Uma corte de Constituição, não uma corte para tudo.

O Superior Tribunal de Justiça seria fortalecido como corte suprema da legalidade federal, absorvendo o fechamento da interpretação infraconstitucional e parte relevante da competência recursal que hoje alimenta a deformação do sistema. O novo tribunal constitucional ficaria restrito ao que realmente lhe cabe: ações diretas, arguições de descumprimento de preceito fundamental, controle de emendas, conflitos federativos de natureza constitucional e questões de alta densidade institucional.

Em outras palavras: o que é Constituição vai para a Corte Constitucional; o que é lei federal vai para o STJ. Parece óbvio. E justamente por parecer óbvio expõe o absurdo do modelo atual.

Essa nova Corte deveria ter nove juízes constitucionais, e não onze ministros. Nove bastam. Nove favorecem deliberação mais nítida, responsabilidade mais visível e burocracia menos inchada. Seus membros teriam mandato de quinze anos, sem recondução. Tempo suficiente para independência, tempo insuficiente para feudalismo.

O Brasil precisa abandonar a ideia de que cargos dessa natureza devam depender quase exclusivamente da biologia de quem os ocupa. Corte constitucional não é trono vitalício com data fisiológica de expiração. É função republicana, e funções republicanas pedem renovação previsível.

Também o modo de nomeação precisa ser repensado. Três juízes seriam indicados pelo Presidente da República, três pela Câmara dos Deputados e três pelo Senado Federal. Não porque a política seja impureza a ser banida, mas porque a concentração de origem fragiliza a legitimidade do tribunal. Uma corte chamada a impor limites aos Poderes não deve nascer sob predominância quase exclusiva de um deles.

Mas não basta dividir indicações. É preciso endurecer filtros.

Quem tenha servido ao Poder Executivo não deve poder ser nomeado juiz constitucional. Nem ontem ministro, amanhã guardião imparcial da Constituição. Nem ontem secretário, hoje árbitro supremo da legalidade do poder. Nem ontem operador de governo, amanhã vestal da República. Isso não é prudência; é promiscuidade institucional com verniz técnico.

A quarentena precisa ser longa e real. Quem exerceu mandato eletivo, presidiu partido, coordenou campanha majoritária, ocupou cargo político de direção ou serviu diretamente ao Executivo deve ficar fora da corte constitucional por prazo robusto. O Brasil se acostumou demais a naturalizar passagens rápidas entre poder político e poder jurisdicional. Naturalizou o que deveria escandalizar.

Toda nomeação, além disso, deveria depender de maioria qualificada de três quintos, com sabatina pública de verdade, não esse teatro protocolar em que perguntas dóceis fingem controlar escolhas já consumadas. Quem pretende sentar-se numa corte constitucional deve expor ideias, vínculos, limites e visão institucional sob luz forte, não sob a penumbra confortável dos arranjos prévios.

E há um ponto que não pode mais ser tolerado: o poder monocrático.

Nenhum juiz constitucional, sozinho, deveria poder suspender atos de outros Poderes, impor cautelares de largo alcance ou produzir efeitos nacionais imediatos em matéria estrutural. O tempo da caneta solitária pairando acima da República precisa acabar. Jurisdição constitucional de cúpula deve ser obra colegiada, não lampejo individual.

Pelo mesmo motivo, a nova Corte deve funcionar em colegiado único, sem turmas, sem órgãos fracionários, sem pedaços internos falando em nome da Constituição por atalhos regimentais. A palavra constitucional mais grave do país tem de sair do plenário integral. O país deve saber quem decidiu, como decidiu e sob que responsabilidade decidiu. Fragmentar a guarda da Constituição em subestruturas internas é um modo elegante de dispersar responsabilidade e ampliar ruído.

Também é indispensável reduzir drasticamente o foro por prerrogativa. Corte constitucional não deve viver sequestrada pela dramaturgia penal de autoridades. Quanto mais uma corte superior se converte em arena criminal de personagens poderosos, mais ela se afasta de sua função de contenção institucional e mais se aproxima do espetáculo. Constituição exige sobriedade. Foro excessivo produz encenação.

A transição, por sua vez, deve ser feita sem sentimentalismo. Se o STF for extinto, os atuais ministros devem ser aposentados, com preservação das garantias juridicamente compatíveis, porque o cargo deixará de existir. Não há drama metafísico nisso. Há apenas lógica institucional. Não existe direito adquirido à sobrevivência eterna de uma arquitetura constitucional reformada. O que se protege são pessoas em sua dignidade funcional, não estruturas em sua perpetuidade imaginária.

Dirão que a proposta é radical. É. Mas o que envelheceu foi justamente a mania brasileira de chamar de equilíbrio aquilo que já se tornou desordem com aparência solene.

Dirão que a proposta ameaça a democracia. Não. O que ameaça a democracia é o hábito de tratar como intocável todo modelo que concentre poder demais e preste contas de menos a freios internos consistentes.

Dirão que o problema não está na instituição, mas em seus ocupantes. Esse raciocínio é preguiçoso. Instituições são feitas para resistir à mediocridade, à vaidade, à paixão e ao cálculo dos seus ocupantes. Quando uma estrutura depende demais da virtude individual para funcionar bem, já está mal concebida.

O que se propõe, afinal, é um redesenho republicano: uma Corte Constitucional enxuta, colegiada, sem decisões monocráticas de efeito estrutural, sem órgãos fracionários, com mandatos certos, nomeação repartida, quarentena rigorosa e blindagem contra a infiltração recente do Executivo. De um lado, uma corte constitucional propriamente dita. De outro, um STJ fortalecido como vértice da legalidade federal. Menos confusão. Menos personalismo. Menos excesso.

O Brasil não precisa de menos Constituição. Precisa de mais forma constitucional.

Encerrar o STF, nessas bases, não seria demolir o Judiciário. Seria tentar salvá-lo de um modelo que se fez grande demais para o equilíbrio, ambíguo demais para a técnica e visível demais para a prudência.

A verdade é simples, e por isso mesmo incômoda: instituições não devem ser veneradas quando já não servem bem ao país. Devem ser corrigidas. E, às vezes, corrigir exige não remendar, mas substituir.

O problema brasileiro nunca foi apenas ter uma corte forte. Foi ter aceitado, por tempo demais, uma corte forte demais, extensa demais e livre demais de freios internos. E pior sem um único voto.

Já não basta reverenciar o edifício. É preciso examinar suas rachaduras. E, quando a rachadura está no desenho, o nome mais honesto da solução é reforma.

Bruno Brennand – Advogado e professor de Direito Constitucional

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Postado por Estefane Hermano às 17:00 pm do dia 18 de abril de 2026

Prefeito Evilásio Mateus recebe ministro de Portos e Aeroportos e garante investimentos históricos para o aeroporto de Araripina

Foto: Divulgação

O prefeito de Araripina, Evilásio Mateus, recebeu neste sábado (18) o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, em uma agenda estratégica que marca um novo capítulo para o desenvolvimento do município. A visita contou ainda com a presença do vice-prefeito Bringel Filho e da deputada estadual Roberta Arraes, reforçando a união política em torno de avanços estruturantes para a região.

Durante a programação, a comitiva realizou uma visita técnica ao aeroporto de Araripina, que agora integra o Programa AmpliAR, do Governo Federal. A inclusão no programa é resultado direto da forte articulação e do empenho do prefeito Evilásio Mateus, que tem atuado de forma decisiva para inserir o município no mapa dos grandes investimentos nacionais.

Um dos grandes marcos dessa conquista é a definição da empresa responsável pela gestão do equipamento: a GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país. A chegada da empresa representa um salto de qualidade, trazendo para Araripina um modelo de gestão profissional, moderno e alinhado aos padrões dos grandes aeroportos brasileiros.

Além disso, foi confirmado o investimento de aproximadamente R$ 19 milhões para a modernização do aeroporto. As obras e melhorias previstas irão transformar completamente a estrutura e a capacidade operacional do equipamento, incluindo a ampliação do terminal de passageiros, expansão do pátio de aeronaves e melhorias na pista de pouso e decolagem, possibilitando inclusive a operação de aeronaves de maior porte.

O projeto também contempla avanços importantes na área de segurança e tecnologia, com a implantação de áreas de segurança nas cabeceiras da pista (RESA), instalação do sistema PAPI que auxilia nos procedimentos de pouso e modernização geral da operação aeroportuária, garantindo mais eficiência e confiabilidade.

Para os usuários, as melhorias serão visíveis no dia a dia, com a ampliação do estacionamento e a qualificação dos espaços internos do terminal, proporcionando mais conforto e melhor experiência para passageiros e operadores.

“Estamos vivendo um momento histórico para Araripina. Esse investimento não chega por acaso. É fruto de muito trabalho, diálogo e da nossa luta constante para trazer desenvolvimento para o município. Conseguimos colocar Araripina em um novo patamar, com gestão qualificada e investimentos concretos que vão impactar diretamente a vida das pessoas”, destacou o prefeito Evilásio Mateus.

A deputada Roberta Arraes reforçou a importância da parceria institucional e do alinhamento com o Governo Federal, enquanto o ministro Tomé Franca reconheceu o potencial estratégico da cidade e da região do Araripe para o crescimento da aviação regional no Brasil.

Com a chegada da GRU Airport e a confirmação dos investimentos, Araripina deixa de ter apenas um aeroporto regional e passa a integrar um modelo nacional de concessão, com padrão elevado de gestão e operação. O impacto será direto na economia, com fortalecimento da logística, atração de novos negócios, geração de empregos e ampliação das oportunidades para toda a população.

A gestão municipal segue firme, com presença, articulação e compromisso, garantindo que os investimentos saiam do papel e se transformem em benefícios reais. Mais uma conquista que evidencia a força política e a capacidade de liderança do prefeito Evilásio Mateus, consolidando Araripina como protagonista no desenvolvimento do Sertão do Araripe.

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Postado por Estefane Hermano às 14:00 pm do dia 18 de abril de 2026

Simão Durando anuncia construção de parque de exposição e lazer na abertura da ExpoRajada

Foto: Divulgação

A noite de abertura da ExpoRajada, realizada nesta sexta-feira (17), no distrito de Rajada, foi marcada por grande participação popular e pelo anúncio de um novo parque de exposição e lazer que promete transformar a dinâmica econômica e social da região. Com o espaço completamente lotado, a programação reuniu moradores, visitantes e produtores rurais, abrindo oficialmente o ciclo junino de Petrolina.

O ponto alto da noite foi a apresentação do projeto do parque pelo prefeito Simão Durando, que destacou o impacto estruturante da obra para o desenvolvimento local e o fortalecimento da economia. “Esse empreendimento vai transformar o interior, vai fortalecer a nossa cadeia produtiva e colocar Rajada em outro patamar. É uma obra que nasce do compromisso com o povo e que vai movimentar a economia, gerar renda e valorizar quem vive e trabalha aqui”, afirmou.

Acompanhado do deputado Antonio Coelho, do vice-prefeito Ricardo Coelho e vereadores, Simão Durando apresentou ao público um vídeo com detalhes do futuro centro de exposições. Com área total de 15 mil metros quadrados e 3 mil metros quadrados de cobertura, o novo parque foi projetado para ampliar a infraestrutura de feiras, exposições e grandes eventos. O espaço contará com 200 baias para animais, dois restaurantes completos e um pátio externo de 1.500 metros quadrados com piso cimentado, além de equipamentos de lazer como campo de grama sintética, dois campos de areia, parque infantil e praça central arborizada, promovendo convivência e bem-estar.

A estrutura inclui ainda sanitários, fraldário, estacionamento amplo e embarcador de animais, garantindo suporte adequado para expositores e visitantes. As obras devem ser iniciadas no segundo semestre, atendendo a uma demanda histórica dos produtores e consolidando Rajada como um polo estratégico da caprinovinocultura no Nordeste.

Além do anúncio, a noite foi embalada por shows de Jorge e Júnior, Anderson Macedo e Túlio Duarte, que animaram o público e reforçaram o clima festivo. A programação segue neste sábado (18), com leilão, desfile cívico em comemoração aos 95 anos do distrito e novas apresentações musicais, incluindo Mastruz com Leite, Willy Vaqueiro e Adãozinho de Rajada, mantendo a expectativa de grande público e fortalecendo ainda mais a tradição da ExpoRajada.

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Postado por Estefane Hermano às 14:00 pm do dia 18 de abril de 2026

“Olha a bronca”: decisão da Câmara pode deixar funcionários sem salário já em abril em Gravatá, mesmo com dinheiro em caixa

Foto: Divulgação

Redução da margem de remanejamento para 2% gera questionamentos sobre responsabilidade dos vereadores e pode impedir pagamento de servidores mesmo com dinheiro em caixa.

Uma situação delicada envolvendo a Câmara Municipal e a execução do orçamento público acendeu um alerta em Gravatá, e o impacto pode chegar diretamente ao bolso do servidor já neste mês de abril. Após a divulgação de um vídeo da oposição, o debate ganhou ainda mais força. No material, há uma tentativa de justificar o voto que eles deram no ano passado, que reduziu drasticamente a margem de remanejamento do orçamento municipal.

A origem de uma polêmica que hoje preocupa servidores de Gravatá remonta ao dia 7 de setembro de 2025, quando a Câmara Municipal aprovou uma mudança considerada decisiva no orçamento do município. Na ocasião, uma pauta de grande impacto teve como relator um vereador, que apresentou parecer favorável à redução da margem de remanejamento orçamentário de 40% para apenas 2%, uma alteração significativa em relação ao que vinha sendo praticado nos anos anteriores. A proposta acabou sendo aprovada por unanimidade dos presentes, sem votos contrários.

O orçamento municipal é elaborado no segundo semestre de um ano para execução no ano seguinte. Porém, a realidade administrativa muda constantemente, e a própria lei prevê mecanismos de ajuste, como suplementação e remanejamento. Historicamente, Gravatá operava com uma margem de cerca de 40% para esses ajustes. A Câmara, no entanto, aprovou a redução para apenas 2%. Na prática, isso significa uma forte limitação na capacidade da gestão de reorganizar recursos.

Mas a pergunta que fica é direta: os vereadores tinham clareza das consequências práticas dessa decisão?

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Edmar Lyra

Jornalista político, foi colunista do Diário de Pernambuco e da Folha de Pernambuco, palestrante, comentarista de mais de cinquenta emissoras de rádio do Estado de Pernambuco e CEO do instituto DataTrends Pesquisas. DRT 4571-PE.

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