
Por determinação da Secretaria Nacional de Trânsito, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) implementou mudanças no formato da prova prática de direção veicular, alinhadas ao Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular (MBEDV). O objetivo é padronizar os procedimentos em todo o país e tornar a avaliação mais focada na condução em trânsito real.
“A proposta é avaliar o candidato de forma mais abrangente, priorizando sua capacidade de conduzir o veículo com segurança em situações reais de trânsito, o que inclui domínio técnico e comportamento adequado”, comenta o diretor-presidente, Vladimir Lacerda.
Pelo novo modelo, não existem mais etapas individualizadas como baliza e rampa. A prova prática passa a avaliar o candidato de forma integrada, considerando dois aspectos principais: o domínio dos comandos do veículo e o respeito às normas de circulação e conduta previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Estão sendo observados comportamentos obrigatórios, como o uso do cinto de segurança, a sinalização de mudança de faixa ou direção, o respeito à sinalização viária, a obediência ao semáforo e a proibição de transitar na contramão.
A prova é composta por duas etapas: o percurso no pátio de exames do Detran e o percurso em via pública. A avaliação agora utiliza um sistema de pontuação por infrações, classificadas como leves (1 ponto), médias (3 pontos), graves (4 pontos) e gravíssimas (6 pontos). O candidato será reprovado ao atingir 11 pontos. Além disso, foi instituído o procedimento de suspensão do exame em casos de imperícia reiterada nos comandos do veículo, instabilidade emocional ou comportamento incompatível com a realização da prova.
A avaliação passa, sim, a ter maior foco na condução em via pública, aproximando o exame da realidade do trânsito cotidiano. O tempo de prova pode variar conforme o desempenho de cada candidato. O percurso ocorre dentro de um perímetro previamente estabelecido no entorno da sede do Detran-PE e das Ciretrans.
A taxa da prova prática também não sofreu alteração. Apesar da retirada de etapas específicas, houve aumento de custos operacionais, especialmente com combustível, em razão da ampliação do percurso em via pública.
As mudanças reforçam a busca por um processo mais moderno, padronizado e alinhado à realidade do trânsito brasileiro, mantendo critérios técnicos e mecanismos de controle que garantem transparência e segurança na avaliação dos futuros condutores.















