Coluna do blog desta quinta-feira

Pesquisa aponta cenário turvo para 2018

Faltando um ano e meio para as eleições presidenciais de 2018, o instituto Data360 divulgou pesquisa para o site Poder360 com números que permitem fazer uma leitura para conjuntura que começa a ser colocada para as próximas eleiçōes. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Com cinco eleições presidenciais disputadas, o ex-presidente Lula é bastante conhecido do povo brasileiro, e por isso seria natural que ele por ter o chamado recall liderasse as pesquisas. Neste levantamento o petista oscila entre 24% e 25% das intenções de voto a depender do cenário. A taxa de rejeição do ex-presidente ficou em 59%, que significa o contingente de eleitores que não votariam de jeito nenhum no petista. Os números deixam óbvio que suas intenções de voto cheiram a teto, e caso ele consiga mesmo ser candidato terá sérias dificuldades de reverter o cenário a ponto de ganhar a eleição.

Na onda do antipetismo, o deputado federal Jair Bolsonaro tem conseguido surfar com louvor, aparecendo em segundo lugar, oscilando entre 14% e 19% das intenções de voto. Ele tende a continuar muito forte ganhando adeptos em todo o Brasil, pois tem utilizado o conservadorismo de forma inteligente, segmento que muitos políticos tiveram receio de representar. Este vácuo permite avaliar que ainda que Bolsonaro não chegue ao segundo turno, é provável que seu apoio seja fundamental para eleger o próximo presidente da República.

Os eternos candidatos Marina Silva e Ciro Gomes tiveram a evidência clara de que ainda que disputem a presidência dificilmente terão chances de vitória. Ciro tem entre quatro e cinco pontos, enquanto Marina surge com intenções de voto entre nove e onze pontos. Eles talvez tenham alguma chance de ir ao segundo turno caso Lula não seja candidato, mas os percentuais que eles possuem são muito aquém do nível de conhecimento do eleitorado que eles têm.

Por fim os nomes do PSDB, Aécio Neves surge com 7%, para quem disputou as últimas eleições presidenciais e obteve 51 milhões de voto, se fosse competitivo o tucano tinha que atingir no mínimo a mesma pontuação de Lula, porém ele tem uma rejeição ainda maior que a do petista, com 66% do eleitorado que não vota nele de jeito nenhum. O que leva a crer que Aécio está completamente inviabilizado para as eleições presidenciais de 2018. A situação de Geraldo Alckmin também não é animadora, tem apenas 8% de intenções de voto e 54% de rejeição. Diferentemente dos dois tucanos pesos pesados, o prefeito de São Paulo João Doria que tem apenas 23% de rejeição, surge com 13% de intenções de voto, empatado tecnicamente com Jair Bolsonaro na segunda colocação.

Os números mostram que o PT só tem Lula para a disputa e tem que torcer muito para que ele seja candidato, nem que seja apenas para defender o legado do seu partido e do seu governo, resta saber se a justiça deixará. O PSDB também só tem um candidato competitivo e não pode abdicar de lançá-lo sob pena de perder a quinta eleição seguida, que é João Doria. Enquanto Bolsonaro já é uma realidade na eleição presidencial, restando saber qual será o seu papel na disputa, se entra pra chegar ao segundo turno, ou se será inflado até o fim da pré-campanha para murchar com o início da disputa. Apesar de o cenário se mostrar meio turvo, os caminhos a serem tomados estão postos por cada partido e ator político relevante de 2018.

Retomada – De acordo com um parlamentar da base aliada do governador Paulo Câmara, as pesquisas que há um mês apontavam desgaste do governo já começam a ter um cenário de recuperação do socialista. O mesmo deputado ateibuiu essa recuperação aos movimentos feitos pelo governador no Pernambuco em Ação, com entrega de obras relevantes em todas as regiões.

Problemas – A constante ausência de Geraldo Julio em eventos públicos abriu precedente para especulações de que o gestor estaria passando por problemas de saúde ou até mesmo pessoais. Porém, gente ligada ao prefeito refuta tal informação mas reconhece que o gestor tem ficado muito ausente das movimentações da capital pernambucana.

Belo Jardim – Informações dão conta de que o prefeito de Belo Jardim João Mendonça (PSB) teve rejeitado seu agravo de instrumento no processo que pede a sua cassação por improbidade administrativa e poderá perder o cargo muito em breve. Assim como em Ipojuca, a expectativa é que sejam realizadas novas eleições.

Críticas – Crescem as críticas ao prefeito de Camaragibe Demóstenes Meira (PTB). A vice-prefeita Nadegi Queiroz, que rompeu com o gestor, tem sido procurada constantemente por aliados do prefeito para ouvir reclamações da forma como Meira tem conduzido Camaragibe. Meira derrotou em 2016 o então prefeito Jorge Alexandre, que disputava reeleição.

RÁPIDAS

Desastre – O prefeito de São Lourenço da Mata Bruno Pereira, comanda com folga a pior gestão da região metropolitana do Recife. Além de casos de nepotismo na equipe do gestor, que decepcionou muito seus eleitores, o abandono tem tomado conta da cidade, sendo um verdadeiro desastre a sua gestão em apenas três meses e meio.

Urgência – O presidente Michel Temer deu mais uma demonstração de força no Congresso Nacional. Após sofrer uma derrota na terça-feira na votação do regime de urgência da reforma trabalhista, o Planalto se mobilizou e virou o jogo ontem, conquistando votos mais do que necessário para agilizar a tramitação. A expectativa é que ela já possa ir ao plenário em julho.

Inocente quer saber – Se não está doente nem passa por problemas pessoais, por quê Geraldo Julio tem sido um prefeito tão ausente neste segundo mandato?

Sobre Edmar Lyra
Jornalista político, editor do Blog Edmar Lyra.

1 Comentário on Coluna do blog desta quinta-feira

  1. William Pontes // 20 de abril de 2017 em 6:39 // Responder

    Duas percepcoes: como tomanos conhecimento pela imprensa a demonstração de ” força ” é fruto de descomunal distribuição de cargos e emendas parlamentares ( a mãe de toda corrupção no entendimento do juiz Marlon Reis e descrito no seu livro Nobre Deputado ) ; o ambiente turvo para 2018 é fruto do monstro que emerge da lagoa: o facismo.

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